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Mostrando postagens de 2022

MANIFESTO PELO MEIO AMBIENTE E PELA DEMOCRACIA

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MANIFESTO PELO MEIO AMBIENTE E PELA DEMOCRACIA   Imagem: Climainfo Os brasileiros estão vivendo um momento difícil. Forças retrógradas empurram um país promissor e formado por um povo valente e dócil para o caos. Nós somos livres e essa liberdade custou muitas vidas ao longo da história. Neste momento essa liberdade e a democracia estão em xeque com o risco de perdermos os esforços que nos trouxeram até aqui. O resultado da eleição do próximo domingo (02 de outubro de 2022) fará diferença para o futuro de insegurança proposto pelo avanço da extrema direita representada pelo atual governo. Sabemos que não só no Brasil, mas no mundo, as forças do fascismo pairam sobre a liberdade dos povos. Racismo, misoginia, antiambientalismo, homofobia, ataques às religiões de matriz africana são exemplos de comportamentos criminosos ou antidemocráticos que poderão se acirrar e impedir o desenvolvimento desta nação ainda promissora, mas na iminência de perder sua liberdade. Ameaças à democracia

Carta às Brasileiras e aos Brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito!

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Em agosto de 1977, em meio às comemorações do sesquicentenário de fundação dos Cursos Jurídicos no País, o professor Goffredo da Silva Telles Junior, mestre de todos nós, no território livre do Largo de São Francisco, leu a Carta aos Brasileiros, na qual denunciava a ilegitimidade do então governo militar e o estado de exceção em que vivíamos. Conclamava também o restabelecimento do estado de direito e a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte. A semente plantada rendeu frutos. O Brasil superou a ditadura militar. A Assembleia Nacional Constituinte resgatou a legitimidade de nossas instituições, restabelecendo o estado democrático de direito com a prevalência do respeito aos direitos fundamentais. Temos os poderes da República, o Executivo, o Legislativo e o Judiciário, todos independentes, autônomos e com o compromisso de respeitar e zelar pela observância do pacto maior, a Constituição Federal. Sob o manto da Constituição Federal de 1988, prestes a completar seu 34º

Empresa italiana compra ouro ilegal de Terra Indígena no Pará

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  Empresa italiana paga R$ 2,1 bi por ouro ilegal extraído em TI do PA "O ouro extraído ilegalmente nos garimpos da Terra Indígena Kayapó, no sul do Pará, foi comprado pela Chimet SPA Recuperadora e Beneficiadora de Metais, sigla em italiano para Química Metalúrgica Toscana, companhia que teve receita de cerca de R$ 18 bilhões em 2020. A CHM, responsável por “legalizar” o metal amarelo por meio de fraude antes de enviar ao exterior, recebeu da Chimet, entre setembro de 2015 e setembro de 2020, 317 milhões de euros (R$ 2,1 bilhões) com a venda de cerca de uma tonelada do metal." Empresa italiana compra ouro ilegal do Brasil A PF investiga refinaria italiana Chimet que compra ouro de empresa ilegal da Amazônia brasileira. Documentos mostram que a empresa fornece ouro para gigantes da tecnologia do mundo: Amazon, Apple, Microsoft e Google. Fonte: Notícias de Mineração Brasil - Pf Aponta Refinaria Italiana Como Compradora De Ouro Ilegal Do Brasil (noticiasdemineracao.com) Para

Precisamos ir às ruas

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Imagem: Brasil Escola   Telma Monteiro Bolsonaro acaba de escancarar para o mundo o golpe que pretende dar. Por muito menos que isso já fomos às ruas em protesto. Nós estamos nos equilibrando numa linha tênue sobre um precipício que pode não ter fim. Vivemos um momento perigoso de quase total submersão numa crise institucional. Muita gente ainda não percebeu que a linha que nos separa do autoritarismo está se rompendo. Quem vai impedir Bolsonaro de concretizar seu projeto golpista? As vozes que se levantam nas redes sociais pretendem substituir os protestos que deveriam acontecer em todas as ruas do Brasil, todos os dias? Carregar cartazes e faixas contra esse golpe em andamento é nossa única saída. Muitos movimentos se perderam ou perderam sua força com protestos cibernéticos ou assinaturas online. As urnas vêm depois, para sacramentar nossa escolha do Brasil que queremos. Chegou a hora de sair para gritar, carregar faixas, colorir as faces, sem, contudo, derrapar para o partidari

A volta de Lula ao Planalto e o futuro da região amazônica, por Rodolfo Salm

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Texto maravilhoso escrito pelo meu amigo Rodolfo Salm para o Correio da Cidadania . Queria que ele soubesse que eu assino embaixo. Sim, vamos votar em Lula, acreditando que ele ainda vá fazer um " mea culpa " para todas as barbáries ambientais cometidas durante o seu governo e o de Dilma Rousseff. Não esqueçamos que foi Dilma quem editou o PL para reduzir o Parque Nacional do Jamanxim, e permitir a passagem da Ferrogrão. Concordo que Bolsonaro é bandido e tem como objetivo destruir a Amazônia e os povos indígenas, para dar lugar ao seu projeto de exploração. Rodolfo Salm, no entanto, com maestria, nos mostra que Lula pode reverter isso, e eu complemento que basta ele reeditar suas promessas da campanha de 2002, gravadas numa carta, onde prometia, entre outras coisas, não construir hidrelétricas na Amazônia. Obrigada, querido amigo Rodolfo Salm, você tirou um nó da minha garganta. Eis o texto:  Foto: José Cruz/ Agência Brasil oto: José Cruz/ Agência Brasil Rodolfo Salm 14/07

Ferrogrão - menos atrativa para os investidores

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  Imagem EIA da Ferrogrão - Parque Nacional do Jamanxim Telma Monteiro A Ferrogrão está cada vez menos atrativa para os investidores. O Supremo Tribunal Federal (STF) retirou de pauta – sine die - o julgamento da ADIN sobre a Ferrogrão ou EF-170 que teria acontecido no dia 15 de junho (2022). Só para atualizar, em março de 2021, provocado por um pedido do PSOL ao STF, o projeto foi paralisado por uma liminar concedida pelo Ministro Alexandre de Moraes. Afinal, uma ferrovia de 933 km para atravessar no sentido Norte-Sul o Parque Nacional do Jamanxim, uma Unidade de Conservação Federal de restrição total, não é algo que passe desapercebido pela comunidade internacional de olho no desmatamento da Amazônia. Além desse desgaste, existe nos bastidores a preocupação com os custos da ferrovia, que já estão estimados em mais de R$ 20 bilhões, com viés de alta. Explicações? Sim, muitas. Entre elas a extensão da Ferrogrão que, de tão longa e sem terminais ao longo do traçado, poderia levar

Apoio ao Acampamento Nova Aliança de resistência à instalação da Mineradora canadense Belo Sun, ao lado de Belo Monte

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Vale do Javari: lavra garimpeira de ouro ilegal

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Pesquisa de Telma Monteiro Rio Quixito e rio Itaquí, com 9 mil ha, no Vale do Javari, de Permissão de Lavra Garimpeira (PLG), de ouro, concedida pela Agência Nacional de Mineração (ANM). Essa permissão foi dada na região de faixa de fronteira e Terra Indígena (em rosa no mapa). À direita no mapa pode-se ver processo minerário de Nióbio em sobreposição à Terra Indígena.    Processo da COOGAM na Agência Nacional de Mineração (ANM), para o Vale do Javari Em lilás a Permissão de Lavra Garimpeira em Atalaia do Norte, Vale do Javari Garimpo no #ValedoJavari em toda a extensão do Rio #Itaquí e do rio #Quixito (em roxo no mapa) no município de Atalaia do Norte, Vale do Javari, onde foram assassinados #DomPhillips e #Bruno . Permissão de Lavra Garimpeira (PLG) emitida pela ANM, em faixa de fronteira e TIs. pic.twitter.com/ues2bjSVrM — Telma Monteiro (@TelmaMonteiro) June 17, 2022

STF tira de pauta o julgamento da Ferrogrão

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Traçado na Ferrogrão que atravessa o Parque Nacional do Jamanxim, Unidade de Conservação Federal de restrição total   #Ferrogrão : o projeto que seria julgado hoje (15) no #STF foi retirado de pauta. Ótimo, pois há sérios indícios de irregularidades no processo de licenciamento. A #Amazônia tem sido palco de violações dos direitos dos povos indígenas. #DomPhillips e #Bruno pic.twitter.com/lNSoq1Rg8r — Telma Monteiro (@TelmaMonteiro) June 15, 2022

Ferrogrão: anatomia de uma megaobra sem grandes interessados

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  Dephositphotos Reprodução Correio da Cidadania A síntese é um quadro onde o ordenamento jurídico de proteção ao meio ambiente e aos povos da terra é desmantelado pelo próprio governo, ao passo que os entraves burocráticos e as empresas nacionais mais capacitadas para grandes obras praticamente desapareceram na esteira da Lava Jato. Ficou muito mais fácil realizar obras ferroviárias, pois o novo regime de autorização aprovado no final de 2021 pelo Congresso Nacional permite que qualquer empresa se habilite. Não há mais a chamada licitação.   Gabriel Brito, da Redação   Era 15 de agosto de 2012 quando o governo federal de Dilma Rousseff lançou Plano de Investimentos em Logística (PIL), a mais ambiciosa iniciativa do governo federal para ativar o setor produtivo nacional e sustentar um ‘milagre econômico petista’ que já se mostrava declinante. O pacote visava promover concessões e outorgas em portos, aeroportos, rodovias, hidrovias e ferrovias, e movimentaria por volta de 450 bi