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Áudios terroristas em grupos de mídias sociais

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Por Telma Monteiro Participo de grupos variados no WhatsApp, Facebook. Grupos locais de comunidades, grupos de esquerda, de fora Bolsonaro, de meio ambiente, e por aí vai. Mas, um episódio me marcou profundamente, não tanto pela gravidade do acontecido mas pela falta de um mínimo de senso de certo ou errado. Numa dessas entradas no grupo, num de WhatsApp local comunitário, uma senhora encaminhou (com o selo de encaminhado o que significa que recebeu e repassou) três áudios terríveis de fake News sobre sete de setembro, alegando que os teria recebido de uma “fonte limpa” da sua comunidade. Eu cliquei no primeiro e me arrepiei logo de início, pois o conteúdo era puro terrorismo. Não fui até o fim do primeiro e indignada sugeri, ou melhor pedi para que os administradores do grupo retirassem os áudios, sem ouvir o primeiro por completo, e nem abri os outros dois imaginando o que c onteriam. Com a postagem da dita senhora, achei que viria uma discussão didática e em alto nível sobre

Bolsonaro foi eleito pelo medo de se repetir um erro que não houve

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Imagem Tecmundo Por Telma Monteiro Milhões de brasileiros só vivem de esperança de que um dia algo vai mudar e suas necessidades serão atendidas pelo Estado omisso, e o mundo vai ficar mais bonito. Fico assistindo às catástrofes em sequência, às mortes por negligência de governos, às mulheres que choram filhos mortos por balas perdidas, aos moribundos nas portas e corredores de hospitais decrépitos, aos desastres banalizados que já não nos fazem chorar, mas fazem chorar suas vítimas. E a pandemia da Covid 19 imersa num emaranhado asqueroso de descaso, incompetência e corrupção. A feira vulgar de venda de vacinas no Ministério da Saúde, sob o domínio das fardas com cheiro de naftalina, revelada pela CPI da Covid. E, ainda, continuo esperando ver encarcerados os mandantes dos assassinatos de Marielle e Anderson. A lista é interminável, não acabou, as ameaças são cada vez mais escabrosas. Que descobertas nos farão chorar, ainda? O Brasil, meu Brasil brasileiro, canto que não posso esq

O último indígena

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Por Telma Monteiro Este texto é uma licença poética em homenagem aos indígenas isolados , não contatados, na Amazônia, e que estão ameaçados pelo PL490 em tramitação no Congresso Nacional. O legado do seu conhecimento ancestral será reconhecido, no futuro, apenas pelos vestígios que deixarão. O céu estava escuro, um nublado plúmbeo. Muito calor e umidade e ar abafado traziam um silêncio agonizante na floresta. Um silvo ou assovio ecoou para alertar os animais e espantar a indolência no ar. Humano? O ser coberto por um negrume que parecia pó de carvão imobilizou-se, mimetizado entre ramos e galhos. Eram sombras suaves brincando na pele brilhante respingada de gotículas. As passadas eram cuidadosas, mas pareciam retumbantes naquele silêncio quebrado pelo som dos gravetos que gemiam ao seu peso. O índio solitário tentava entender os movimentos e sons que vinham do meio da mata, qual um animal desconhecido. O galho estalou no alto da árvore.   Um vulto brilhou contra a luz pálida

Pesadelo ambiental brasileiro

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Imagem: GGN Por Telma Monteiro A Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP-26) será em novembro e o Brasil deve passar ao futuro sua pior imagem da história. Junte-se a isso a iminência da aprovação do Projeto de Lei 3.729/2004   (já aprovado na Câmara dos Deputados) que flexibiliza a legislação ambiental para que os grandes projetos estruturantes, muitos na Amazônia, possam tramitar em tempo recorde nos processos de licenciamento: dispensando a consulta livre, prévia e informada dos povos indígenas, conforme determina a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), atropelando os trâmites dos processos de licenciamento, além de prever licenças autodeclaratórias. Esse é o status atual da situação ambiental do governo Bolsonaro. O primeiro ano, 2019, da administração do presidente Jair Bolsonaro se pautou, principalmente, pelo desmanche do Ministério do Meio Ambiente. Bolsonaro, ao escolher o já conhecido e nada respeitado Ricardo Salles como ministr

Brasil em chamas

O planeta está queimando com a Amazônia e o Pantanal. O Brasil está virando um inferno. Bolsonaro e Ricardo Salles são os principais responsáveis. Até quando vamos fingir que não está acontecendo? Lógico que não faltam outros responsáveis, nós sabemos. Qual a força que temos para detê-los? Estamos permitindo, sendo coniventes, quando fingimos que não estamos vendo. Não é o índio. Não é o caboclo. Não é a seca. Não é o calor. É o nosso descaso. ( Telma Monteiro )  

Ciência, religião, Fake News e cloroquina

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Excepcional artigo do meu amigo Rodolfo Salm , PhD e professor da Universidade Federal de Altamira, Pará, para o Correio da Cidadania . Recomendo a leitura para melhor entendimento do fundamentalismo que está destruindo o Brasil. Você precisa saber que o futuro pode ser pior do que imaginamos. Ciência, religião, Fake News e cloroquina Rodolfo Salm 14/07/2020 O Brasil está seriamente encrencado. Estamos no meio de uma pandemia que já matou dezenas de milhares de brasileiros e segue matando uma média de mil pessoas por dia. Enquanto isso, o país está sequestrado por uma quadrilha de fundamentalistas de extrema-direita que não quer ou não tem ideia de como lidar com o problema. Apesar do risco de contaminação, a coisa mais sensata a se fazer seria ir às ruas protestar e exigir a preservação da democracia, o cumprimento das leis e um impeachment, baseado em qualquer um dos vários crimes de responsabilidade cometidos por Jair Bolsonaro.   Dado que seu vice foi escolhido propositalment

O Inferno de Dante – a reunião

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https://pt.wikipedia.org/wiki/Inferno_(Divina_Com%C3%A9dia) “há três aspectos das coisas que devem ser evitados nos modos: a malícia, a incontinência e a bestialidade." (...)A justiça divina retratada no livro ["Divina Comédia" de Dante Alighieri] é cabal, racional e definitiva, o que torna o inferno dantesco uma espécie de "caos impiedosamente ordenado" Por Telma Monteiro Todo mundo está comentando a reunião ministerial do Bolsonaro, de 22 de abril de 2020. Meu estômago estava meio fraco. Só assisti a uma parte e foi suficiente para pensar sobre o que nos levou a produzir tanto lixo humano no Brasil. Lixo que governa o país e que eu não entendo de onde saiu. Saiu? Não, foi excretado, por sabe-se lá qual sina a que estamos destinados. Está na hora de pensar, mesmo em meio à pandemia, como vamos fazer para nos livrar desse lixo em tempo de salvar vidas ameaçadas pela pandemia da Covi-19, entre outras coisas. Estive horas nas redes sociais e o que