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“Foder o povo”

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Por Telma Monteiro


No áudio vazado do delegado Waldir (PSL), quando ele estava absolutamente enraivecido com a puxada de tapete, tirando a possibilidade de implosão do Bolsonaro e os demais detalhes sobre “o áudio” não explicado, apenas uma coisa me chocou. Foi ouvir que quando ele, Bolsonaro, quis aprovar a reforma da Previdência para "foder o povo" (não necessariamente nessa ordem) ligou para ele, Delegado Waldir. Lógico que ele votou a favor da reforma da Previdência que vai “foder o povo”. E todos os outros que apertaram o sim na Câmara dos Deputados.
Aí fiquei pensando que o “foder o povo” deve ser uma expressão muito usada e consumada nos escaninhos do poder atual. Afinal estão “fodendo o povo” diariamente, seja pela falta de políticas públicas, seja pela falta de cumprimento das leis ambientais, seja pela retirada de dinheiro da educação e da saúde, seja pelo descaso com o vazamento de óleo no litoral do Nordeste, seja pelas queimadas no anunciado dia do fogo na Amazôni…

Carta dos caciques Munduruku: um libelo de um povo em perigo

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Preâmbulo, por Telma Monteiro Já escrevi muito sobre os Munduruku e com eles estive em muitas ocasiões. Em todas elas a ameaça às suas terras e à sua integridade foram objeto de preocupação e reivindicações. Neste momento em especial, os Munduruku estão ameaçados mais uma vez, agora pelo governo Bolsonaro, como comprova o manifesto que eles divulgaram e que estou postando a seguir.  Quero, ainda, deixar aqui um trecho de uma poesia sobre os Munduruku e sua ligação com o rio Tapajós. Da profanação do território sagrado  dos Munduruku, até o véu místico formado por centenas de cânticos e rimas que ecoam nas pedras e nas águas dos rios.A pressão dos engolidores de floresta acabará se perdendo nos escaninhos da história. O silêncio descerá sobre o lugar sagrado e a inocência se dissipará nas espumas.  Ritos e cerimônias Munduruku não serão mais ouvidos e ecoados com o murmúrio das águas do rio Tapajós, poderoso e belo. (Telma Monteiro)

Carta dos caciques Munduruku Ajebuyxi gu ekawen tup: o pap…

Povo Munduruku representado em Berlim: "A luta é de todos nós!"

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“A luta é de todos nós!”: a luta do povo Munduruku da Amazônia na greve mundial do clima
“ele [Bolsonaro] está expulsando a gente da nossa casa para construir projeto de morte, está nos envenenando com agrotóxico, mercúrio e lixo. A nossa Amazônia está queimando para fazer pasto, plantar soja para Europa. A nossa Amazônia está em chamas para construir barragens e ferrovias, querem tirar o nosso bem viver que são a nossa casa, o nosso rio.”
A luta em defesa do clima não dá para fazer sem a luta Munduruku em defesa da vida na Amazônia, que é a luta dos povos indígenas e povos da floresta. Assim é que, representando aos povos indígenas na defesa da Amazônia, Alessandra Korap, do povo Munduruku, viajou desde sua terra no rio Tapajós (No Pará, Brasil) até Berlim, na capital alemã, levando sua voz na greve pelo clima.
A manifestação de 20 de setembro de 2019 aconteceu paralelamente em 150 países,  mobilizando milhões de pessoas pela justiça climática. Só na Alemanha houve manifestações em…

Violação psíquica e física, é o que sinto ao ouvir Jair Bolsonaro

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Como milhões de brasileiros, espero, estou  tentando digerir os impactos nas nossas personalidades e nos planos de futuro das famílias. Por Telma Monteiro
No final do ano passado, depois da eleição em segundo turno, parece que ouve um súbito silêncio e uma absoluta sensação de impotência e medo do futuro. Pelo menos foi o que eu senti. Nosso pior pesadelo estava se consolidando e não haveria saída a não ser enfrentá-lo. O ano de 2019 começou e com ele veio uma avalanche de desmanches institucionais, sociais, políticos, pessoais.
Pessoas como eu, acredito, devem ter tido a mesma sensação: a de que estávamos prestes a vivenciar uma nova era no Brasil, a do retrocesso temperado com o autoritarismo da ignorância. Como se confirmou, uma sucessão de situações constrangedoras, partiram de um mandatário da República, que despeja sobre nós uma verve incontrolável de obscenidades e ofensas dirigidas aos mais variados segmentos da sociedade. Junte-se uma equipe de governo desgovernada, com aresta…

A conivência do governo com o crime ambiental na Amazônia

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Telma Monteiro Veja, na matéria da UOL,  como o crime organizado pode estar por trás do desmatamento da Amazônia. E como a Força-Tarefa Amazônia formada por 15 procuradores do MPF - Acre, Amapá, Amazonas, Pará e Rondônia – estão, desde 2018, atrás dos grandes desmatadores. A matéria mostra como empresários, pecuaristas se articulam com mão de obra local, às vezes coagida, para “empreender” verdadeiras empresas de desmatamento.
Nem Bolsonaro, nem o ministro da Justiça Sergio Moro, nem o ministro do Meio ambiente, Ricardo Salles, enxergam o que está ocorrendo na Amazônia. O governo desmantelou, não as quadrilhas criminosas de "desmatadores empresários profissionais", mas a estrutura dos órgãos ambientais que deveriam estar em campo apurando, denunciando e prendendo. A omissão do governo o torna cúmplice de crimes contra o meio ambiente.
É flagrante que o aumento do desmatamento se deve a leniência e conivência desse governo, que deveria ser julgado pela Corte Internacional de J…

Quando vamos agir para resgatar nossa integridade?

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"Eu sou o presidente"! “Eu não peço, eu mando” É isso aí, Johnny Bravo, você é um presidente deslumbrado, tacanho, protagonizando diariamente uma ópera bufa. E nós, os ainda minimamente  saudáveis, à beira de um ataque de nervos, estamos tentando entender como foi que um ser tão asqueroso conseguiu ser eleito presidente e, ainda, ser aplaudido depois de dizer "porra, eu ganhei, porra" em rede nacional.
Por Telma Monteiro
Não vamos fazer nada? Só ficar aqui na rede social, lastimando, criticando, lambendo as feridas, compartilhando discursos aviltantes? Assistindo aos brasileiros que aplaudem boçalidades como se elas fossem manifestações de "espontaneidade"? Palavrões como se fossem normais saídos boca de um presidente da República? E assistir o pavão se regozijar enquanto o país se desmancha? Ele está se divertindo, basta ver como cortou o cabelo, a la Hitler, para debochar do povo. Debocha das instituições e cientistas como se fossem seus escravos. O sober…

Inpe: Um salto técnico-científico para a modernidade na preservação da Amazônia

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Foi justamente uma instituição da União, o Inpe, que criou um projeto de monitoramento do desmatamento da Amazônia, em tempo real, que é uma referência internacional. O projeto foi executado em 36 meses, e com recursos do Fundo Amazônia, que o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, está tentando acabar, criando um desgaste com os doadores do fundo, Noruega e Alemanha, que já doaram R$ 3,4 bilhões, em 10 anos. É preciso mencionar, também, que Salles diz que a maior parte dos recursos do fundo é usada pelas ONGs. Uma das provas de que ele mente está aqui descrita.
Telma Monteiro 
O sistema de monitoramento da Amazônia é de responsabilidade do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que é uma unidade do Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação (MCTI). Esse sistema compreende a produção de dados e informações sobre desmatamento e degradação da floresta.
Jair Bolsonaro, em entrevista a jornalistas internacionais, ofendeu o presidente do Inpe e a instituição, ao question…