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Mostrando postagens de Outubro, 2019

“Foder o povo”

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Por Telma Monteiro


No áudio vazado do delegado Waldir (PSL), quando ele estava absolutamente enraivecido com a puxada de tapete, tirando a possibilidade de implosão do Bolsonaro e os demais detalhes sobre “o áudio” não explicado, apenas uma coisa me chocou. Foi ouvir que quando ele, Bolsonaro, quis aprovar a reforma da Previdência para "foder o povo" (não necessariamente nessa ordem) ligou para ele, Delegado Waldir. Lógico que ele votou a favor da reforma da Previdência que vai “foder o povo”. E todos os outros que apertaram o sim na Câmara dos Deputados.
Aí fiquei pensando que o “foder o povo” deve ser uma expressão muito usada e consumada nos escaninhos do poder atual. Afinal estão “fodendo o povo” diariamente, seja pela falta de políticas públicas, seja pela falta de cumprimento das leis ambientais, seja pela retirada de dinheiro da educação e da saúde, seja pelo descaso com o vazamento de óleo no litoral do Nordeste, seja pelas queimadas no anunciado dia do fogo na Amazôni…

Carta dos caciques Munduruku: um libelo de um povo em perigo

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Preâmbulo, por Telma Monteiro Já escrevi muito sobre os Munduruku e com eles estive em muitas ocasiões. Em todas elas a ameaça às suas terras e à sua integridade foram objeto de preocupação e reivindicações. Neste momento em especial, os Munduruku estão ameaçados mais uma vez, agora pelo governo Bolsonaro, como comprova o manifesto que eles divulgaram e que estou postando a seguir.  Quero, ainda, deixar aqui um trecho de uma poesia sobre os Munduruku e sua ligação com o rio Tapajós. Da profanação do território sagrado  dos Munduruku, até o véu místico formado por centenas de cânticos e rimas que ecoam nas pedras e nas águas dos rios.A pressão dos engolidores de floresta acabará se perdendo nos escaninhos da história. O silêncio descerá sobre o lugar sagrado e a inocência se dissipará nas espumas.  Ritos e cerimônias Munduruku não serão mais ouvidos e ecoados com o murmúrio das águas do rio Tapajós, poderoso e belo. (Telma Monteiro)

Carta dos caciques Munduruku Ajebuyxi gu ekawen tup: o pap…