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Mostrando postagens de Fevereiro, 2011

Belo Monte e seus impactos sobre os povos indígenas

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Entrevista especial com Ricardo Verdum                Além de todos os impactos ambientais apontados por ambientalistas, Belo Monte também poderá acentuar casos de prostituição na região de Altamira , alerta Verdum . Segundo ele, dez mil homens estão assentados, “imobilizados no canteiro de obras, e isso cria uma série de tensões e pressões, principalmente sobre as mulheres, não só nas cidades próximas, mas também mulheres indígenas e agricultoras. Elas são vítimas muito frequentes neste tipo de situação”. Assessor do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc ), Ricardo Verdum participou do seminário que ocorreu recentemente em Brasília para discutir as obras de Belo Monte e os impactos que a usina causará nas comunidades indígenas que vivem no Xingu. Em entrevista à IHU On-Line , por telefone, ele conta que representantes da Funai e do Ibama , “órgãos do governo federal diretamente envolvidos no processo de licenciamento, que foi emi

Belo Monte - Missão internacional faz denúncias contra barragens na Amazônia

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Líder indígena Almir Suruí e o Príncipe Charles Lideranças indígenas da Amazônia percorrem quatro países para denunciar os impactos das hidrelétricas na região De 20 de fevereiro a 2 de março, uma missão composta por lideranças de comunidades indígenas ameaçadas pelos projetos hidrelétricos de Belo Monte, no Xingu, Complexo Madeira, em Rondônia, e Pakitzapango, no Rio Ene (Peru), percorrerá quatro cidades européias – Oslo, Genebra, Paris e Londres  – para reuniões e atividades com membros de governos, membros das Nações Unidas, empresas, ONGs e imprensa, para denunciar os impactos dos projetos e buscar apoio e ou compromissos contra a violação de Direitos Humanos das populações ameaçadas. As lideranças indígenas Sheyla Juruna, de Altamira (PA), Almir Suruí, de Rondônia, e Ruth Mestoquiari, indígena Ashaninka do Peru, estão acompanhadas pelos representantes das ONGs International Rivers e Amazon Watch, colaboradores do movimentos no Brasil e no Peru. Nesta segunda, 21, a missão p

Belo Monte, apagão e a falta de planejamento

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Ao sul de São Felix, a neblina matinal se forma acima do Rio Xingu - Foto: Margi Moss Brasil das Águas  “Não pode voltar atrás” Disse o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, depois que centenas de índios voltaram a protestar em Brasília contra a construção de Belo Monte apresentando um documento apoiado por 604 mil assinaturas. Lobão reiterou que o governo tem garantias "legais e ambientais" para fazer avançar o projeto e que a população da área a ser atingida pela barragem, no coração da Amazônia, serão indenizados e realocados. O governo insiste que vai investir na redução do impacto ambiental, que as áreas sociais e indígenas não serão afetadas e que a hidroelétrica irá gerar energia suficiente para a região, que abriga 25 milhões de pessoas. Belo Monte é um dos trabalhos mais ambiciosos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) e o governo espera concluir a obra em 2015. (EL CRONISTA (AR) – 09.02.2011) Fonte: Nuca A sumidade e o apagão Roberto F

Edison Lobão: "não foi apagão"

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A revista britânica “The Economist” ironizou declarações do ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, negando que o país teria enfrentado novos apagões dizendo que "os brasileiros têm de se acostumar às “interrupções temporárias” toda vez que ligarem o ar-condicionado". Em sua edição que chegou às bancas nesta sexta-feira, a revista traz uma matéria sobre os recentes blecautes que deixaram "no dia 4 de fevereiro quase 50 milhões de pessoas em oito Estados no nordeste do país sem energia na maior parte da noite". A matéria da “The Economist” cita a declaração feita pelo ministro negando que tivesse havido um apagão na ocasião e dizendo que o problema se tratou de uma "interrupção temporária no fornecimento de energia". A revista afirma que, para lidar com esse cenário, o governo está planejando investir R$ 214 bilhões no setor, vindo tanto dos cofres públicos como da iniciativa privada. Parte dessa verba se aplicaria em fontes alternativas d

Apagões de eficiência e de tecnologias: linhas de transmissão

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Imagem: cafezinhoforte.blogspot.com A falta de manutenção e de investimento em novas tecnologias de transmissão de energia em alta tensão é o principal problema no Brasil. O sistema atual ainda é jurássico e não tem mais capacidade de suporte para o aumento da demanda. Só quem esteve fazendo pesquisa em grandes lojas de eletrodomésticos antes do Natal, pode ter uma idéia da procura por aparelhos de ar condicionado. Telma Monteiro Um sistema de transmissão de alta tensão leva a energia da unidade geradora – hidrelétrica, termelétrica, eólica - até a subestação transformadora de onde saem as linhas de distribuição para o consumidor.  O conjunto da transmissão de alta tensão é formado de cabos condutores, cabos para-raios, estruturas metálicas, espaçadores-amortecedores, cadeias de isoladores, torres autoportantes ou estaiadas e subestações transformadoras que têm mais outros tantos componentes. Quase todas as linhas de transmissão no Brasil têm mais de 30 anos, exceto o terceiro

Belo Monte: "Olha a bandeira, não olha pra mim"

Assista ao vídeo da manifestação contra Belo Monte, que aconteceu no dia 8 de fevereiro, em Brasília.  Assessor da presidência disse que não sabia se Dilma Rousseff estava em Brasília [para receber os manifestantes], mas indígena apontou na direção da bandeira brasileira hasteada na frente do palácio, prova de que ela estava e disse: "olha a bandeira, não olha pra mim" .

Irmã Dorothy, Anapu e Belo Monte

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Entrevista especial com Felício Pontes Júnior Há mais de seis anos , antes de ser assassinada por fazendeiros em Anapu, no Pará , a Ir. Dorothy Stang já temia pelas consequências que a Hidrelétrica de Belo Monte provocaria naquela região caso fosse aprovada. “Ela temia pelo impacto socioambiental e pelo dinheiro público que seria jogado fora em uma hidrelétrica que vai ficar parada em torno de quatro meses por ano sem gerar um quilowatt de energia”, contou o procurador do Ministério Público Federal Felício Pontes Júnior ,  em entrevista, por telefone, à IHU On-Line . Após o homicídio da religiosa, Pontes Júnior não deixou de lutar pelas principais causas defendidas por Dorothy , inclusive contra Belo Monte . Na entrevista, o procurador critica fortemente o Ibama , que concedeu licenciamento para o início das obras no rio Xingu . “O Ibama será o grande responsável por uma degradação sem precedentes na nossa história.” Pontes Júnior também segue acompanhando de perto a evoluçã

Belo Monte não tem estudo de impacto ambiental

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A declaração foi feita durante o Seminário sobre a hidrelétrica de Belo Monte e a questão indígena, realizado na Universidade de Brasília (UnB) A vice-procuradora-geral da República, Deborah Duprat, criticou, nesta segunda-feira, 7 de fevereiro, o empreendimento da hidrelétrica de Belo Monte por não contemplar um estudo de impacto ambiental que trate do componente humano. Segundo explicou, a Resolução 001 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) é clara ao estabelecer que o estudo tem que contemplar o meio físico, biótico e antrópico. Para ela, sem esses três componentes, não existe estudo de impacto ambiental. A exposição foi feita durante o Seminário sobre a hidrelétrica de Belo Monte e a questão indígena, realizado na Universidade de Brasília (UnB). Deborah Duprat explicou que a resolução do Conama foi visionária ao estabelecer a forma como deveria se desenvolver o processo de licenciamento ambiental, principalmente o estudo de impacto ambiental, e que a ordem estabelecida n

Belo Monte Não: Carta para Dilma Rousseff

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Imagem: r osacc60.blogspot.com Excelentíssima Senhora Dilma Rousseff Presidente da República Federativa do Brasil                                                                                    Brasília, 08 de fevereiro de 2011 Senhora Presidente,             Em primeiro lugar, parabenizamos Vossa Excelência pela sua eleição como a primeira mulher presidente do Brasil, um fato de enorme importância histórica. Ao mesmo tempo, nós, movimentos de povos indígenas, ribeirinhos, quilombolas, agricultores familiares e de outras populações que habitam ao longo dos rios amazônicos, integrantes da Aliança em Defesa dos Rios Amazônicos , em conjunto com outras entidades parceiras da sociedade civil, vimos denunciar a existência de graves equívocos nos processos de planejamento e construção de grandes hidrelétricas na Amazônia, assim como apresentar propostas de encaminhamento para superar os problemas identificados.             Em janeiro de 2011, a Comissão Especial "Atingidos p