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Hidrelétrica Jirau, no rio Madeira, o desastre confirmado

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A cidade de Porto Velho, a capital do estado de Rondônia, nunca esteve tão ameaçada pelas cheias do rio Madeira. Ensecadeira (barragens provisórias) e outras estruturas em construção na UHE Jirau poderão se romper se não houver um controle do nível do reservatório da hidrelétrica Santo Antônio. (Atualizado em 04/03/2014)
Telma Monteiro
Resgatando um pouco da história das usinas do Madeira
O Ministério Público Federal e o Ministério Público do Estado de Rondônia ajuizaram uma Ação Civil Pública (ACP) com pedido liminar contra a mudança de localização da usina de Jirau, no rio Madeira. Isso aconteceu em 25 de agosto de 2008.  A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e o Consórcio Energia Sustentável do Brasil (Enersus), hoje ESBR, são os réus da ação.
Os autores da petição inicial, o Procurador MPF de Rondônia, Heitor Alves Soares e a Promotora de Justiça do Estado de Rondônia, Aidée Maria Moser Torqua…

Rio Madeira: A guerra dos megawatts

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Nesta segunda série de reportagens a equipe de reportagem da Agência Pública foi ouvir os moradores do entorno das hidrelétricas de Jirau e Santo Antonio. Em Porto Velho, ouviu histórias sobre ondas que estão engolindo casas e mortandades de peixes, enquanto pescadores passam necessidade depois de perder seu sustento.
Entre os meses de julho e outubro, três equipes de repórteres da Agência Pública de Reportagem e Jornalismo Investigativo percorreram três regiões amazônicas: no pólo de mineração em Marabá (PA); na bacia do Rio Tapajós; e em Porto Velho e as hidrelétricas do rio Madeira. Todas as reportagens buscam explorar a complexidade dos investimentos atuais na Amazônia, incluindo as negociações e articulações políticas, ouvindo todos os atores envolvidos – governos, empresas, sociedade civil para traçar o contexto em que esses projetos têm sido desenvolvidos. O prisma essencial dessas reportagens, assim como de toda a produção da Pública, é sempre o interesse público: como as açõe…

Microgeração, "savoir faire" e apagões

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Especialistas afirmam que microgeração será maior revolução do setor
"O setor elétrico está prestes a passar pela sua maior revolução, de acordo com o presidente do conselho do Forum Latino Americano de Smart Grid, Cyro Boccuzzi. Com a resolução 482, publicada em abril deste ano, que define prazos para que as distribuidoras formulem regras para conexão de microgeradores à rede, o executivo prevê uma grande mudança no perfil do setor nos próximos cinco anos. Em palestra no XX Seminário de Distribuição de Energia Elétrica, na última quinta-feira, 25 de outubro, no Rio de Janeiro, Bocuzzi afirmou que "a microgeração é uma tecnologia que, no nosso entender e olhando tudo o que tem acontecido no mercado, é considerada um caminho sem volta para as empresas de energia. Como costumo dizer, a 482 marca o início do fim do mercado cativo de energia". Com a microgeração, o caminho da energia não será mais unilateral, mas terá duas vias. O cliente passará a ser então consumidor e ge…

Indígenas isolados ameaçados pelas hidrelétricas na Amazônia: Santo Antônio, Jirau e Belo Monte

A recente denúncia internacional sobre as ameaças que pairam contra os indígenas isolados na Amazônia chama a atenção para o descaso com que esse tema tem sido tratado pelo governo brasileiro e pelas empresas interessadas nos grandes projetos hidrelétricos. Documentos do processo de licenciamento ambiental como pareceres do Ibama e da FUNAI, Projeto Básico Ambiental (PBA), ofícios, Estudos de Impacto Ambiental (EIA), Termos de Referência, comprovam que todos os envolvidos têm conhecimento dos indígenas isolados em áreas que serão afetadas pelas usinas.Isso está acontecendo em pelo menos três dos maiores projetos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC): Santo Antônio e Jirau, no rio Madeira, em Rondônia, que estão em construção e Belo Monte, no rio Xingu, no Pará, em fase de licenciamento ambiental. Leia mais sobre as ameaças à sobrevivência dos indígenas isolados na AmazôniaTelma Monteiro
A organização não governamental britânica Survival International denunciou, em 19 de maio, a a…

Belo Monte também pode ter licença ilegal para canteiro de obras

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O consórcio Norte Energia vencedor do leilão ilegal de Belo Monte vai solicitar ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) “licença ambiental provisória” (sic)  para a instalação dos canteiros de obras.  Uma licença “parcial” que autorizaria a instalação de canteiros de obras e ensecadeiras é o golpe covarde que falta para enfiar Belo Monte goela abaixo da sociedade, como aconteceu com Jirau, no rio Madeira.Telma Monteiro O artifício vergonhoso da licença fragmentada para o canteiro de obras já foi usado no caso da usina de Jirau, no rio Madeira. Na época, o consórcio vencedor do leilão de Jirau, liderado pela GDF Suez, depois de alterar a localização original do barramento da usina, pretextou urgência para iniciar as obras e não perder uma inventada “janela hidrológica”. Agora a mesma trama pode se repetir com Belo Monte.
Em novembro de 2008 o parecer da equipe do Ibama concluiu não ser possível emitir uma licença “parcial” para o canteiro de obras de Jirau. Segundo os analistas…

GDF Suez se exime de impactos sobre índios isolados na usina de Jirau

Hoje aconteceu a assembléia dos acionistas da GDF Suez, controladora do consórcio Energia Sustentável do Brasil (ESBR) que constrói a usina de Jirau no rio Madeira, RO. O presidente da holding francesa, Gerard Mestrallet, ao ser questionado sobre a presença de índios isolados na região, respondeu que recebeu liberação da Fundação Nacional do Índio (Funai) e do governo brasileiro. Ainda enrolou bastante  ao comentar que não deveriam confundir a área alagada de Jirau com a que será alagada em Belo Monte, apresentada no dia anterior pela televisão francesa. Jirau, segundo ele, será uma usina a fio d’água, não inunda nada diferentemente de Belo Monte que criará um grande reservatório na floresta. Mestrallet também disse que os isolados não serão afetados e o consórcio terá que cumprir 53 determinações ambientais. Genial. Ele não levou em consideração  a  carta das organizações que explicam que não é bem assim e também ignorou o relatório da expedição empreendida pela Funai e Kanindé, em  20…

Curto Circuito

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A China torce por Belo MonteO assunto Belo Monte agora já atingiu outro patamar de gritaria. Os fabricantes de equipamentos para hidrelétricas já haviam feito acordos com as empreiteiras Camargo Corrêa e Odebrecht. Elas desistiram e eles ficaram a pé. Quem decide, agora, é o consórcio vencedor do leilão e os chineses podem ser sua preferência.O negócio era tão certo que Alstom e Bardella construíram suas fábricas em Rondônia para equipar Santo Antônio e Jirau, no rio Madeira e, de quebra, fornecer para Belo Monte, também. (Fonte: O Estado de S. Paulo)Não conte com nosso esquecimento para destruir a AmazôniaBelo Monte vai cair no esquecimento, segundo o presidente da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Nelson Hubner. O governo está mesmo esperando a poeira abaixar para tocar com celeridade o processo de licenciamento de Belo Monte. Ele disse que "Não estou vendo mais ninguém questionando sobre os impactos ambientais e sociais das usinas de Santo Antonio e Jirau, no Rio …

Grupo GDF Suez está na web entre os mais irresponsáveis do mundo

Altino Machado às 11:21 Blog da AmazôniaCom participação majoritária no consórcio Energia Sustentável do Brasil, responsável pela construção da usina hidrelétrica de Jirau, no rio Madeira, em Porto Velho (RO), o grupo francês GDF Suez está entre as empresas consideradas mais irresponsáveis do mundo.Organizações da sociedade civil do Brasil, França, Estados Unidos e Peru lançaram na web uma campanha mundial denominada “People´s Award” (Premiação do Público) na qual os internautas podem votar na empresa e organização que mais desrespeita o meio ambiente e populações afetadas por suas ações.A votação faz parte da premiação internacional Public Eye Awards (”Olho do Público”) e será realizada até 26 de janeiro. A divulgação do resultado acontecerá no dia seguinte, em Davos, na Suíça. Acusada de impactos e violações de direitos na construção da usina de Jirau, a GDF Suez já lidera com mais de 2 mil votos.As organizações, entre as quais Amigos da Terra – Amazônia Brasileira, Amazon Watch, A…

Destruição em Jirau, no rio Madeira, pode render um prêmio de pior empresa do mundo em responsabilidade social

Estamos na reta final. Na edição de 2010 do prêmio Public Eye – Olho do Público, a GDF Suez, empresa francesa que detém 50,01% do consórcio Energia Sustentável do Brasil (ESBR) e que é responsável pela hidrelétrica Jirau, no rio Madeira, deve levar o troféu. Ela foi indicada por organizações brasileiras e poderá se consagrar a mais irresponsável nos quesitos social e ambiental.O governo da França teria participação nisso já que tem 36% da GDF Suez que, se for vencedora, poderá repartir o prêmio com Sarkosi. Ele, por sua vez, quem sabe, poderia dividir a láurea com Lula “o cara”. Aliás, os dois seriam vencedores, pois o governo brasileiro autorizou o consórcio ESBR a construir a hidrelétrica e destruir parte da Amazônia, colocando em risco a sobrevivência de povos indígenas e populações tradicionais.Poderíamos dizer que o governo brasileiro também seria premiado, co-autoria! Ainda é tempo de votar e consagrar a GDF Suez a pior empresa do mundo em responsabilidade social. Só precisamo…

GDF Suez concorre ao premio Olho do Público 2010

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GDF Suez criticada pela atuação no projeto da usina de Jirau

GDF Suez foi indicada para concorrer ao prêmio Olho do Público, “Public Eye Awards” 2010, como a empresa mais irresponsável social e ambientalmente Esta semana, um grupo de organizações da sociedade civil do Brasil, França e Estados Unidos enviou ao Presidente da companhia Francesa GDF Suez, Sr. Gérard Mestrallet, uma carta que faz críticas à empresa por sua atuação na construção da usina hidrelétrica de Jirau, no rio Madeira, Amazônia Brasileira. O grupo aponta os sérios impactos e riscos socioambientais associados à construção da hidrelétrica, e a responsabilidade direta da GDF Suez que tem participação majoritária no consórcio ESBR responsável pela usina. A GDF Suez, considerada uma das empresas mais irresponsáveis no mundo, social e ambientalmente, foi indicada e está entre os finalistas para receber o prêmio “Public Eye Award” de 2010, em Davos dia 27 de janeiro. O prêmio é concedido anualmente às empresas que mais desrespeitaram o meio ambiente no mundo.Jirau é um dos maiores p…