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Mostrando postagens de 2019

Quando vamos agir para resgatar nossa integridade?

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"Eu sou o presidente"! “Eu não peço, eu mando” É isso aí, Johnny Bravo, você é um presidente deslumbrado, tacanho, protagonizando diariamente uma ópera bufa. E nós, os ainda minimamente  saudáveis, à beira de um ataque de nervos, estamos tentando entender como foi que um ser tão asqueroso conseguiu ser eleito presidente e, ainda, ser aplaudido depois de dizer "porra, eu ganhei, porra" em rede nacional.
Por Telma Monteiro
Não vamos fazer nada? Só ficar aqui na rede social, lastimando, criticando, lambendo as feridas, compartilhando discursos aviltantes? Assistindo aos brasileiros que aplaudem boçalidades como se elas fossem manifestações de "espontaneidade"? Palavrões como se fossem normais saídos boca de um presidente da República? E assistir o pavão se regozijar enquanto o país se desmancha? Ele está se divertindo, basta ver como cortou o cabelo, a la Hitler, para debochar do povo. Debocha das instituições e cientistas como se fossem seus escravos. O sober…

Inpe: Um salto técnico-científico para a modernidade na preservação da Amazônia

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Foi justamente uma instituição da União, o Inpe, que criou um projeto de monitoramento do desmatamento da Amazônia, em tempo real, que é uma referência internacional. O projeto foi executado em 36 meses, e com recursos do Fundo Amazônia, que o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, está tentando acabar, criando um desgaste com os doadores do fundo, Noruega e Alemanha, que já doaram R$ 3,4 bilhões, em 10 anos. É preciso mencionar, também, que Salles diz que a maior parte dos recursos do fundo é usada pelas ONGs. Uma das provas de que ele mente está aqui descrita.
Telma Monteiro 
O sistema de monitoramento da Amazônia é de responsabilidade do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que é uma unidade do Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação (MCTI). Esse sistema compreende a produção de dados e informações sobre desmatamento e degradação da floresta.
Jair Bolsonaro, em entrevista a jornalistas internacionais, ofendeu o presidente do Inpe e a instituição, ao question…

Fundo Amazônia: a mentira do Pinóquio

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Telma Monteiro

O ministro do Meio ambiente, Ricardo Salles , em entrevista à Jovem Pan, disse que as ONGs foram beneficiadas com recursos do Fundo Amazônia em detrimento dos governos estaduais e federal. (ClimaInfo)

É só ir até o relatório do FA de 2018, para conhecer a verdade sobre a distribuição dos recursos. 
Conforme o balanço de 2018, do Fundo Amazônia (RAFA 2018), já foram desembolsados R$ 1.063.697.557,14 para custear projetos desde que as doações começaram. Desses recursos, 44% foram destinados a projetos aprovados para o terceiro setor e 56% para projetos do setor público, dos quais 34% são projetos com a União e 22% projetos com governos estaduais e municipais. 

Mas ao compararmos a quantidade de projetos, pode-se perceber uma discrepância brutal. Pois a União e os Estados juntos receberam R$ 1,099 bilhão para 31 projetos aprovados; em contrapartida, o Terceiro Setor (ONGs) e Universidades receberam R$ 722 milhões para 64 projetos aprovados. Ao longo de 10 anos.

Menor número de …

Aquilo que não enxerguei em Sergio Moro: a violação

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Lamento muito, Sergio Moro, você não é mais o herói e nem o super- homem. Você se esvaziou. E, para minha consciência ficar ainda mais tranquila, fui pesquisar os artigos que norteiam o desempenho da magistratura e que você violou - como demonstram os diálogos nos vazamentos veiculados pela mídia - quando juiz, durante a Lava Jato. Renuncie, Sergio Moro.Telma Monteiro

Para a maioria dos brasileiros, a Lava Jato se transformou numa lavagem d’alma. Após décadas de desmandos de políticos no exercício de seus mandatos, finalmente chegara uma espécie de “redentor” classificado como o salvador da Pátria. Sergio Moro seria por quase cinco anos aquele super- homem que nossos olhos super valorizariam.
Eu também acreditei. Confesso, que até hoje (21 de junho de 2019), Sérgio Moro era para mim um juiz imbuído de fazer justiça, punindo a corrupção que grassa no Brasil. A Lava Jato deu-me esperanças de um Brasil melhor, onde a justiça seria feita e empresas corruptoras e agentes públicos corruptos p…

A Cancún brasileira e as usinas nucleares

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Quem pensaria em anular o Decreto 98.864/90 que instituiu a Estação Ecológica (ESEC) de Tamoios, de proteção integral, na Baia de Ilha Grande, nos municípios de Angra dos Reis e Parati, para criar uma nova Cancún? Quem, quem, quem? Telma Monteiro
Sem entrar no mérito de uma Cancún brasileira num santuário ecológico, a Estação Ecológica de Tamoios foi criada para atender ao Decreto 84.973/80 que obriga as Usinas Nucleares a se delimitarem com uma estação ecológica.  O Decreto de 1980 diz ainda que: “a localização e funcionamento de instalações nucleares incluem avaliações pormenorizadas que fazem parte das atividades desenvolvidas em uma Estação Ecológica”
A estação ecológica é a maneira precisa de acompanhar as características do meio ambiente. Qualquer alteração no ambiente provocada pela usina nuclear será imediatamente sentida na estação ecológica. É a segurança da sociedade quanto aos primeiros sintomas de um vazamento nuclear.
Portanto, o boçal terá que anular dois decretos se qui…

Fundo Amazônia e Ibama - o custo de fiscalizar e multar

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Telma Monteiro

Uma das prioridades no uso do dinheiro do Fundo Amazônia (FA) pelo Ibama é a fiscalização. O trabalho de autuar e lavrar autos de infração tem um alto custo para o órgão federal. Infelizmente, os problemas burocráticos fazem com que as multas aplicadas prescrevam. O índice de arrecadação é ínfimo, cerca de 5%. Sem contar que o governo quer acabar com as multas ambientais.

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, teria que se preocupar em rever os mecanismos de cobrança das multas lavradas pelo Ibama. No entanto, se prepara para anistiar os invasores da Amazônia e indenizá-los, usando recursos do Fundo Amazônia. Noruega e Alemanha, principais doadores do FA, se preparam para aceitar ou não as novas regras que Salles pretende para a utilização do fundo. 
Nunca é demais conferir:
Quando foi instituído pelo Decreto 6.257 de 1° de agosto de 2008, o Fundo Amazônia teria por “finalidade captar doações para investimentos não-reembolsáveis em ações de prevenção, monitorament…

Fundo Amazônia e alguns esclarecimentos

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A Associação Vale para o Desenvolvimento Sustentável – Fundo Vale - foi criada pela empresa Vale, em 2009, e em 2016 obteve a aprovação de um recurso de R$ 35 milhões do Fundo Amazônia (FA) para um projeto chamado “Renda Florestal”. A mega empresa poluidora Vale, destruidora da floresta, que já recebeu o troféu da pior empresa do mundo, devastadora, dona da Samarco, aquela que destruiu um distrito de Mariana e pouco tempo depois deixou romper a barragem de rejeitos em Brumadinho, ceifando centenas de vidas. Ela poderia se beneficiar dos recursos do Fundo Amazônia? Atenção senhores doadores do FA, Noruega,Alemanha e Petrobras. E ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles!Por Telma Monteiro O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, cometeu alguns erros nas suas “conclusões”, não comprovadas, sobre o Fundo Amazônia (FA), quando se pronunciou sobre ele na última semana. Criou um imbróglio com a Noruega e a Alemanha ao afirmar que havia irregularidades no uso dos recursos do fundo, pelas …

Ricardo Salles, Bolsonaro e o Big Bang ambiental no Brasil

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Ricardo Salles é a gota d’água que transbordou o copo da desfaçatez do governo Bolsonaro. Ele é a escuridão, é um sofisma ao argumentar e usar raciocínios mentirosos que produzem uma ilusão de verdades, um simulacro de regras e de realidades para enganar.
Por Telma Monteiro
A saga da luta contra a construção da hidrelétrica Belo Monte levou ao conhecimento do mundo as pressões que sofreram os povos tradicionais, as violações dos direitos indígenas, o descumprimento da Convenção 169, as invasões das terras indígenas, o crescimento incontrolável do desmatamento da Amazônia, a destruição dos grandes rios amazônicos, a mineração em unidades de conservação. Tudo isso entrou na pauta, então, da Rio+20 e da mídia internacional, em 2012. Mas a pauta continua sendo atual. Pouca coisa mudou para melhor. Muita coisa mudou para pior. E vai continuar piorando, se as políticas das reservas ambientais, por exemplo, forem revistas, como anunciou o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, em Curitiba.

Vale e Flamengo: o mesmo descaso com a vida

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Telma MonteiroOs objetivos da Vale e do Flamengo se igualam: vender a riqueza que este país detém, seja ela vinda da mineração, seja ela vinda dos filhos da pobreza dos rincões.A Vale e o Flamengo são duas empresas. A primeira produz commodities minerais e a segunda produz commodities humanas. Ambas comercializam aquilo que extraem, seja da terra, seja da sociedade.
O Clube de Regatas Flamengo é um produtor de atletas do futebol que serão vendidos a peso de ouro aos clubes internacionais. No entanto, enquanto eles são apenas promessas, o tratamento é miserável, como aquele que vimos nas imagens da tragédia provocada pelo incêndio, descaso criminoso, que matou dez adolescentes. Promessas do futebol que viraram cinzas. Assim como Brumadinho virou lama.
Enquanto isso um aparato milionário foi construído na sede do Flamengo para acolher aqueles que já são profissionais. Suítes similares às de hotel cinco estrelas para os que já passaram (e tiveram sorte de sobreviver) pelos mesmos riscos d…

Belo Monte, Mariana e Brumadinho

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Assim, o desastre de Mariana já estava praticamente esquecido. A justiça não foi feita nem para acalmar almas devastadas pela tragédia social e ambiental. Precisávamos de outra, nova, avassaladora, Brumadinho.Telma Monteiro
Quando penso que tudo já foi escrito nessas derrotas sucessivas que a sociedade civil vem amargando, acontece algo para comprovar o contrário. Belo Monte, Mariana, Brumadinho, quantas mais? Digo, além de tragédias, derrotas. Assim, Belo Monte também foi sintomática. Foi alvo da luta ambientalista há mais de 30 anos e hoje se transformou no símbolo do casuísmo e de ações vilipendiadas.
A sociedade mundial já viu acontecer muita coisa na história das batalhas travadas em defesa da vida, do meio ambiente e dos direitos das minorias. Belo Monte se tornou apenas mais uma prova da incapacidade da sociedade do século XXI de lidar com o desenvolvimento e as pressões da globalização sobre as populações tradicionais e os povos indígenas. Belo Monte não foi uma tragédia isolada…