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Almoços de graça saem caros

ROBERTO SMERALDI
Falta de informação e equívocos caracterizam a consulta pública sobre o Plano Decenal de Energia, que vai até o final do mês
FALTA DE informação e equívocos caracterizam a consulta pública sobre o Plano Decenal de Energia, em andamento até o final do mês. Não se comparam opções alternativas e se compram promessas de lobistas, tanto na relação entre clima e energia quanto a respeito dos bolsos do consumidor e do contribuinte. Apesar de o plano de energia ignorar o plano de clima, todos concordam que combustíveis fósseis são um problema: nem sequer o governo assume essa escolha. Pelo contrário, justifica o investimento em termoelétricas como uma alternativa, suja, mas inevitável, a partir do fato de que ambientalistas teriam impedido a construção de usinas hidroelétricas. Mesmo sem saber quais seriam as usinas abortadas por causa de ambientalistas, a questão-chave é que tanto o governo quanto os que criticam o plano acabam repassando a mesma ideia, isto é, que hidroelétrica…

A crise, o setor elétrico e o PDE 2008-2017: o que será na base do que é?

Luis Fernando Novoa Garzon*
A exponenciação da crise estrutural do capitalismo levará a uma postura agressiva preventiva da parte do núcleo do capital financeiro e transnacional, o que significa avançar sobre os estoques energéticos disponíveis. A queda acentuada dos preços dos insumos energéticos é apenas o intróito que propicia um desenrolar de reconcentrações brutais à custa dos países/empresas mais vulneráveis. Guerras são prorrogadas ou definidas pelo poder de deslocamento e fogo. Energia portanto serve para a guerra,  diretamente e por outros meios. No capitalismo, energia é força produtiva-destrutiva, remodeladora e direcionadora. O modelo energético reproduz de forma intensificada, a natureza concentradora e excludente do modelo econômico que impulsiona. Leia o artigo na íntegra no site do MAB*Sociólogo, membro da ATTAC, da Rede Brasil sobre IFMs e da REBRIP
Professor da Universidade Federal de Rondônia
l.novoa@uol.com.br

Fórum Social Mundial mostra impactos de obras do Madeira

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Representantes de organizações e especialistas se manifestaram contrários ao projeto hidrelétrico do Rio Madeira.  As críticas ao empreendimento aconteceram ontem (28), durante encontro que discutiu as formas de implementação da Iniciativa de Integração da Infra-Estrutura Regional Sul-Americana (IIRSA) sem impactos sociais e ambientais às comunidades afetadas pelas obras previstas.

A representante da organização Kanindé, Ivaneide Bandeira, afirmou que a energia a ser produzida pelas hidrelétricas do Rio Madeira será utilizada pela região Sudeste, por meio de um sistema de transmissão que tem construção prevista para levar energia de Porto Velho (RO) a Araraquara (SP). Leia a matéria toda...
Outros problemas das obras, de acordo com ela, são: a ausência de consulta aos índios isolados existentes na área afetada pela construção da hidrelétricas, que foram detectados em mapeamento feito pela Fundação Nacional dos Índios (Funai).  "Quatro grupos isolados serão afetados pelas usinas do …

Manifesto contra as hidrelétricas do rio Madeira

Leia e assine o Manifesto
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Assinaturas pelo e-mail:  riomadeira@amazonia.org.br

Hidrelétrica Santo Antônio: peixes continuam morrendo no rio Madeira

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Depois de vários dias, os peixes nas obras da usina de Santo Antônio, no rio Madeira, continuam morrendo por falta de oxigenação. O trabalho de salvamento dos peixes nas ensecadeiras da margem direita é feito toscamente e por funcionários despreparados. O procedimento que deveria ser executado com um mínimo de tecnologia e equipamento adequado pela MESA, consórcio formado por Furnas e Odebrecht, que contrói a primeira usina na cachoeira de Santo Antônio, é um verdadeiro desastre. Leia mais e veja as imagens...
Para fazer o salvamento dos peixes, o consórcio contratou uma  equipe da UNIR (Universidade Federal de Rondônia) que, pelo visto,  não tinha experiência suficiente. Faltou supervisão e faltou responsabilidade. 
Consegui algumas imagens que mostram como são colocados os peixes numa caçamba inapropriada, semi-mortos,  e o procedimento de oxigenação da água é feito com uma mangueira. Aeradores, pelo visto, não existem. Os responsáveis pelo crime ambiental serão investigados pelo MPF,…

Imagens do entardecer no rio Madeira, Porto Velho, RO

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Barco de passageiros no rio Madeira







Canoa no rio Madeira


Fotos: Telma Monteiro

A evolução de uma mentira

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O Complexo Hidrelétrico do Rio Madeira foi apresentado como a salvação econômica e social para o povo de Rondônia e energética para o Brasil. Mas a verdade é outra. 

Telma Delgado Monteiro
Em 2003, o projeto do Complexo do Madeira foi apresentado no seminário internacional de co-financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) e da Corporação Andina de Fomento (CAF) e identificado como uma fonte de energia renovável, de larga escala, competitiva e, portanto, de interesse do País. Sob a ótica dessa apresentação feita por Furnas Centrais Elétricas S.A. e Construtora Norberto Odebrecht, ele lideraria a era de interiorização do desenvolvimento da América do Sul no bojo do projeto da Iniciativa de Integração da Infra-Estrutura Regional Sul Americana (IIRSA). Leia mais...
A possibilidade fictícia de estabelecer um novo paradigma tecnológico de geração hidrelétrica em rios de planície, como o Rio Madeira, presentes na Bacia Amazônica, com determinadas características de velocid…

As Hidrelétricas do Madeira e os Impactos Teleguiados

Telma Delgado Monteiro
Revisando minhas anotações colhidas durante a pesquisa dos vários documentos que integram o processo de licenciamento dos aproveitamentos hidrelétricos Santo Antônio e Jirau do Complexo do Madeira, em Rondônia, como o Estudo de Viabilidade e o Estudo de Impacto Ambiental – EIA, acabei me deparando com muitas afirmações que nos levam a questionar a legitimidade desses empreendimentos.   Os técnicos das empresas contratadas pelo Consórcio Furnas / Odebrecht para fazer os estudos e que pesquisaram os dados que lá estão registrados, me parecem, defendem a tese de “impactos teleguiados”, qual seja: as áreas de influência do aproveitamento hidrelétrico Jirau iriam até a fronteira com a Bolívia e dali não passariam.

Durante o processo de análise passou despercebida pelos técnicos do Ibama a mais absurda das conclusões contidas nos estudos que deveriam subsidiar a concessão das licenças ambientais de um conjunto de mega empreendimentos polêmicos na Amazônia: a delimitação…

Ventos alísios do Nordeste

Começando bem 2009
Em bom momento foi divulgado o estudo do Físico Fernando Ramos Martins da Divisão de Clima e Meio ambiente do CPTec/Inpe. Ele demonstra que os ventos da costa dos estados do nordeste poderiam atender cerca de 60% da necessidade de energia do Brasil. Energia eólica, pacífica e sem agressão.
Poderiamos, facilmente, dispensar, com esse aproveitamento, as obras faraônicas das hidrelétricas do PAC. Belo Monte, Santo Antônio e Jirau, Tapajós... Confira o estudo: O Aproveitamento da Energia Eólica
Exemplo
Portugal já conta com 166 parques eólicos, com 1 463 aerogeradores e 2 740 MW de potência eólica instalada.  

Banco responde por dano de empresa que financiou

Fonte: AmbienteJá - Em um cenário onde catástrofes ambientais tornaram-se globalmente comuns, devido à mudança climática ocasionada pela radical intervenção do homem na natureza, a responsabilização de seus causadores obteve o mesmo avanço, com o surgimento de severas normas voltadas ao resguardo do meio ambiente.
Muitos dos infratores são empresas que foram constituídas com o auxílio de instituições financeiras, por meio de cessão de crédito. Nesse diapasão, o presente texto tem o escopo de ressaltar a peculiar precaução que os bancos necessitam quando das cessões de crédito, pelo fato desse investimento os incluírem no quadro de responsáveis quanto aos danos ambientais ocasionados pelas atividades que financiaram. Leia... Por força do Princípio da Responsabilidade Civil Objetiva, que impera no Direito Ambiental, o banco, apesar de não ter contribuído diretamente para a ocorrência do dano ambiental, será legitimado a responder civilmente por eventual degradação causada pela atividade q…

América do Sul busca gestão integrada dos recursos hídricos

AmbienteJá - Países elaboram documento com uma agenda Sul-americana para a conservação e uso sustentável das águas, cuja disponibilidade média equivale a 28% dos recursos hídricos renováveis do mundo. 
Um documento publicado este mês pelo comitê organizador do Fórum de Águas das Américas, evento realizado entre os dias 23 e 25 de novembro em Foz do Iguaçu (PR), traz uma descrição detalhada sobre os desafios e as perspectivas da América do Sul na gestão de seus recursos hídricos. Leia...

O boto tucuxi

Ivaneide Bandeira Cardozo (Neidinha)

O boto tucuxi olhou sorrateiro o homem de olhos claros 
Parecia ver o Madeira pela primeira vez O boto vermelho viu no olhar desprezo O puraqué que antes tinha um projeto de resolver a crise energética, ficou perplexo com o projeto do complexo do Madeira  Pensaram todos os peixes:  - demos bobeira!
Só então sentiram o cheiro das sardinhas mortas das águas turvas e do triste natal dos ribeirinhos do ano novo tingido de sangue E da felicidade daqueles que mataram o rio, destruiram a beleza, corromperam os homens e mulheres Triste Natal Triste Ano Novo Pobre Rondônia laboratório de tudo que der errado no Brasil Ops! ainda dá para ter esperança tem os lutadores aqueles que apesar de toda opressão continuam defendendo o rio, as matas e principalmente o desejo de viver num mundo livre.
Que 2009, seja maravilhoso para todos, até para os que matam o rio e, quem sabe em 2009, eles criam um pouco de sabedoria.

Com Amor...em 2009

A justiça sem amor, te faz implacável A autoridade sem amor, te faz tirano O trabalho sem amor, te faz escravo A lei sem amor, te escraviza A política sem amor, te deixa egoísta A fé sem amor, te deixa fanático A inteligência sem amor, te faz perverso A luta sem amor, te derrota A vitória sem amor, te torna perdedor A vida sem amor... não tem sentido...

Jirau: contrato de fornecimento garante antecipação da operação comercial

SPE aguarda apenas liberação da LI, que permitirá implantação definitiva da usina, bem como a liberação do financiamento pelo BNDES
Com a assinatura do contrato de fornecimento de unidades geradoras, a hidrelétrica de Jirau (RO, 3.300 MW) caminha rumo à implantação definitiva. Segundo o presidente da sociedade de propósito específico Energia Sustentável do Brasil, Victor-Frank Paranhos, a contratação de 28 turbinas bulbo, fechada no último dia 12 de dezembro e anunciada nesta segunda-feira, 22, permitirá que a primeira unidade geradora possa iniciar operação comercial em fevereiro de 2012, onze meses antes do prazo inicial previsto para o empreendimento. Leia... A empresa aguarda apenas a liberação da licença de instalação, que permitirá a implantação definitiva da usina, bem como a liberação do financiamento pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. Segundo ele, o banco não pode liberar os recursos sem a LI. Na semana retrasada, contou, a SPE entregou ao Instituto Bras…

Rio Madeira: época da migração dos peixes para a desova

"É bom lembrar [sobre o desastre ambiental nas obras da usina de Santo Antônio] que as ensecadeiras estão sendo construídas no período do defeso, quando há a migração dos peixes para a desova. Além disso, o programa demandado para compensação da atividade pesqueira sequer foi apresentado ao Ibama para avaliação e aprovação (porque o apresentado no PBA era absolutamente destacado da realidade de mitigação e compensação de impactos)." Fonte: comentário anônimo postado neste blog.

BNDES reduz recursos para financiamento das usinas do Madeira

BNDES une parceiros e reduz aporte no Madeira  Financiamento será de R$ 7,6 bilhões, 60% do total Leia também: Obra de hidrelétrica deixa 11 t de peixes mortos

Bancos desistem de projetos do Madeira

Crise financeira e riscos ambientais afetam apetite dos bancos em financiar as mega-hidrelétricas de R$ 21 bilhões
Santander e Banif enfrentam dificuldade em capitalizar fundo para Santo Antônio; Itaú já desistiu de Jirau e Santo Antônio
JULIO WIZIACK AGNALDO BRITO DA REPORTAGEM LOCAL
Os bancos estão revendo a decisão de financiar a construção das duas usinas do rio Madeira (Jirau e Santo Antônio), duas das mais importante obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Isso ocorre devido ao agravamento da crise financeira, que fez secar as fontes de recursos, e os riscos ambientais. Juntos, os projetos disputam, num dos piores momentos do mercado financeiro, o mesmo grupo de fontes para financiar R$ 21 bilhões, custo total das usinas. O Santander e o Banif são sócios do consórcio vencedor da licitação para a usina de Santo Antônio. No grupo vencedor do leilão de Jirau, não há bancos entre os sócios, mas o Banco do Brasil lidera os financiadores. Para erguer Santo Antônio, distante 7 km…

Índios isolados podem submergir sob o Rio Madeira, alerta ONG

Os impactos da obras do Complexo do Rio Madeira sobre os povos indígenas em isolamento voluntário pouco ou quase nada são discutidos pelos tomadores de decisão governamentais ao implementarem as obras do PAC – Plano de Aceleração do Crescimento.

Em Rondônia, os movimento ambientalista e indígena vêm denunciando nas Audiências Públicas, na mídia e na FUNAI (Fundação Nacional do Índio) a situação gravíssima dos indígenas que ocupam as Estações Ecológicas Serra de Três Irmãos e Mujica Nava e a bacia dos rios Jaci Paraná e Candeias.
Lideranças indígenas reconhecidas internacionalmente, como Almir Suruí, vêm manifestando suas preocupações há tempos, mas foram pouco ouvidas até agora. No ano passado, em seu artigo “Ayudemos a salvar La vida de los indigenas em aislamiento” (Copenhague, 2007), ele pede que ajudemos a salvar a vida dos povos indígenas em isolamento. “As principais ameaças são o gasoduto Urucu-Porto Velho, os madeireiros, produtores de soja e a hidrelétrica do Rio Madeira”. Apes…

A tocaia do agronegócio no Baixo Parnaíba Maranhense

Mayron Régis

Os chãos das Chapadas, depois da correção com calcário, parecem inesgotáveis e os plantadores de soja se fiam nisso. Corrige-se o solo. Reescreve-se a Chapada no cartório municipal. As Chapadas que atendem pelo nome de Gleba União - Milagres do Maranhão e Santa Quitéria - Baixo Parnaíba maranhense - estavam quase à mão do agronegócio do Cerrado leste maranhense. ...leia
Fonte: EcoDebate

Dropes do dia

Discussão emperra linha de transmissão
Um dos mais importantes projetos da área de energia que está sendo realizado no Rio Grande do Sul pode sofrer um novo atraso. A linha de transmissão Campos Novos (SC) - Nova Santa Rita (RS) devia ser concluída no final do ano passado. No entanto, uma greve no Ibama adiou o cronograma. Agora, ... leia mais
Leilão de usinas eólicas vai observar preço, localização e tecnologia oferecida
Rio de Janeiro - A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) está concluindo estudo sobre o leilão de energia eólica [vento] para 2009, que será encaminhado ao Ministério de Minas e Energia. O consenso até agora é que os leilões reúnam as usinas com melhor localização e tecnologia, de modo ... leia mais  Fonte: Power