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Mostrando postagens com o rótulo energia elétrica

Microgeradores eólicos: Em versão mini, turbina eólica começa a ganhar mercado

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Microgerador eólico instalado no telhado de uma residência
Microgeradores eólicos já são populares na China e, aos poucos, chegam também a países ocidentais. Bem menores do que aerogeradores gigantes, essas turbinas podem ser instaladas em casas, escolas e também na indústria.
Com o avanço das energias renováveis, grandes parques eólicos começam a surgir em diferentes pontos do mundo. E o desenvolvimento dessa tecnologia tem avançado consideravelmente.
Enquanto há 30 anos uma turbina eólica padrão era capaz de gerar entre 10 e 100 quilowatts-hora (kWh), hoje, turbinas na Europa, China e Estados Unidos chegam a gerar normalmente 5.000 kWh.
E o tamanho está ficando cada vez maior. O projeto europeu UpWind tem a ambição de desenvolver uma turbina gigante com capacidade de 20 mil kWh. A eletricidade gerada seria suficiente para abastecer de 15 mil a 20 mil residências.
Para que esses objetos colossais tenham o menor impacto possível sobre comunidades, muitos desses novos parques eól…

Edison Lobão: "não foi apagão"

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A revista britânica “The Economist” ironizou declarações do ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, negando que o país teria enfrentado novos apagões dizendo que "os brasileiros têm de se acostumar às “interrupções temporárias” toda vez que ligarem o ar-condicionado". Em sua edição que chegou às bancas nesta sexta-feira, a revista traz uma matéria sobre os recentes blecautes que deixaram "no dia 4 de fevereiro quase 50 milhões de pessoas em oito Estados no nordeste do país sem energia na maior parte da noite". A matéria da “The Economist” cita a declaração feita pelo ministro negando que tivesse havido um apagão na ocasião e dizendo que o problema se tratou de uma "interrupção temporária no fornecimento de energia". A revista afirma que, para lidar com esse cenário, o governo está planejando investir R$ 214 bilhões no setor, vindo tanto dos cofres públicos como da iniciativa privada. Parte dessa verba se aplicaria em fontes alternativas …

Aumento da capacidade instalada de Jirau equivale a duas ou mais hidrelétricas no rio Teles Pires

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IHU Online

Telma Monteiro, coordenadora de Energia e Infraestrutura Amazônia da Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé, analisa o pedido das construtoras de aumentar a capacidade instalada da Usina Hidrelétrica de Jirau, no rio Madeira, em Rondônia.
Eis o artigo.
O consórcio ESBR, liderado pela franco-belga GDF Suez, quer aumentar a capacidade instalada da hidrelétrica Jirau, no rio Madeira, em Rondônia. Para isso aguarda a anuência da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Matéria do Brasil Econômico da semana passada (01/09) informa que o objetivo é ampliar a receita da empresa aumentando a capacidade de geração da usina de 3.450 megawatts (MW) para 3.750 MW. O texto informa que seria um acréscimo de 46 turbinas para 50.
Porem há equívoco nos números citados na matéria. Em 03 de julho de 2009 foi emitida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) a  Licença de Instalação (LI) N° 621/2009 para a usina de Jirau.  A LI foi assinada por Rob…

Energia hidrelétrica não é limpa, nem barata

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‘A energia hidrelétrica não é limpa, nem barata’. Entrevista com Celio BermannEcoDebate, 30/07/2010

O professor de pós-graduação em Energia do Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP desmistifica os benefícios de o Brasil aproveitar o potencial energético dos rios da região Amazônica: “Belo Monte representa simbolicamente a possibilidade de transformar todo o territorio amazônico em um grande conjunto de jazidas de megawatts”.Célio Bermann foi assessor do Ministério de Minas e Energia durante os dois primeiros anos do governo Lula e se afastou em desacordo com o que considera desvirtuamento da política do governo para o setor. Crítico assíduo do planejamento energético brasileiro, Bermann não só rejeita a construção de usinas hidrelétricas como a de Belo Monte, mas propõe uma nova direção de desenvolvimento econômico para o país.Qual é a importância econômica da Usina de Belo Monte para o Brasil?
Bermann: A importância da usina deve ser medida pela sua capacidade …

Belo Monte: Organizações denunciam a Nações Unidas a atuação da AGU no processo

Organizações da sociedade civil encaminharam nessa quarta-feira (12) uma denúncia a Relatoria de Independência de Juízes e Advogados da ONU sobre as ameaças e pressões sofridas pelos Procuradores do MPF e pelo Juiz Federal de Altamira (PA) quanto ao leilão da Usina Belo Monte. Em abril, os Procuradores da República, Cláudio Terre do Amaral, Bruno Alexandre Gütschow e Ubiratan Cazetta, apresentaram duas Ações Civis Públicas para suspender liminarmente o leilão, acatadas pelo Juiz Federal Antonio Carlos Almeida Campelo. As ACPs alegaram a realização insuficiente de audiências públicas com as comunidades atingidas e questionaram a insuficiência de estudos de impacto ambiental. Além disso, ajuizaram ação de improbidade administrativa contra funcionário do IBAMA que liberou a realização do leilão, a despeito da insuficiência dos estudos de impacto ambiental. 
 Em resposta a esta atuação, a Advocacia Geral da União (AGU) entrou com processo administrativo contra os procuradores do Ministério…

Dropes da semana: FUNAI, Belo Monte, Lula e Edison Lobão

FUNAI diz que Belo Monte é viávelEm ofício ao presidente do IBAMA, Roberto Messias Franco, no último dia 14, a Fundação Nacional do Índio (FUNAI) considerou a usina de Belo Monte viável, em relação ao componente indígena do EIA. Lamentavelmente, no Parecer Técnico n° 21 – Análise do Componente Indígena dos Estudos de Impacto Ambiental, de 30 de setembro, a FUNAI entende que cumpriu seu papel institucional no processo de esclarecimento e consulta junto às comunidades indígenas, mesmo consciente das inúmeras irregularidades no EIA. Os indígenas reivindicam a consulta ao Congresso Nacional, segundo a conclusão do parecer e, mesmo assim, a FUNAI afirma que cumpriu o decreto legislativo 788/05 sobre as oitivas indígenas e endossou o projeto. Numa postura irresponsável ou ingênua pede, no documento, a “garantia de que os impactos decorrentes da pressão antrópica sobre as terras indígenas serão devidamente controlados.” (TM) Quem dará essa garantia?“Medalhe de ouro do desenvolvimento”“a gent…

Belo Monte: “dimensão fenomenal”

Passando pelas notícias da semana chamou-me a atenção a matéria de O Globo, assinada pela jornalista Lucila Beaurepaire, sobre Belo Monte. Ela entrevistou, em Paris, o presidente mundial da Suez que atribuiu à usina uma “dimensão fenomenal”.“Dimensão fenomenal” são os impactos no rio Xingu, a remoção compulsória de milhares de pessoas, o risco à sobrevivência de povos indígenas e a violação dos direitos humanos que provocariam a construção da hidrelétrica Belo Monte. O presidente da Suez disse que o Brasil representa 5% do faturamento da empresa, fez elogios à economia brasileira e ainda anunciou que estão interessados na geração de energia nuclear, se “as condições de regulação forem as mesmas das hidrelétricas”. A jornalista que fez a entrevista teve a viagem paga pela Agência Francesa para o Desenvolvimento Internacional das empresas francesas (UBIFRANCE) e não fez uma tradução adequada da matéria. Na verdade o texto deveria informar que 5% do faturamento da Suez vêem da destruição…

Expansão da “fronteira elétrica” para a Amazônia: para quê e para quem?

Escrito por Luiz Fernando Novoa Garzon
O potencial brasileiro ainda não utilizado estima-se em 180 mil MW, sendo que 70% desse total estão "retidos" na Amazônia. Destes 2/3, 90 mil MW teriam "prognóstico certo" de viabilidade econômico/ambiental, necessariamente nessa ordem. O alvo imediato do lobby do setor elétrico é o potencial hidrelétrico "ocioso" da Amazônia. Como se os rios amazônicos, em sua dinâmica própria, não cumprissem um papel insubstituível na manutenção da vitalidade, da biodiversidade e da sócio-diversidade da Amazônia inteira, bem como sobre as massas de ar e correntes oceânicas que circulam no hemisfério. A conjugação dos interesses dos oligopólios, baseados no uso e/ou no fornecimento intensivo de recursos naturais, por um lado pleiteia maiscentralização no planejamento da incorporação territorial (eixos, corredores, Avaliações Ambientais Integradas, inventários auto-licenciados de bacias e jazidas). Por ou…