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Mostrando postagens com o rótulo Complexo Tapajós

Funai confirma que Terras Indígenas serão afetadas pelo Complexo Tapajós

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Telma Monteiro
O governo federal está acelerando os procedimentos para licenciamento das cinco usinas hidrelétricas previstas na bacia do rio Tapajós. Em 1º de março de 2012, a Eletrobras abriu um edital de chamada pública para ampliar parcerias para a realização da Avaliação Ambiental Integrada (AAI) e dos estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTE) do complexo hidrelétrico do rio Tapajós – hidrelétricas São Luiz do Tapajós, Jatobá, Cachoeira do Caí, Jamanxim e Cachoeira dos Patos, nos rios Tapajós e Jamanxim.
No edital da Eletrobras há dois anexos: um do contrato do acordo de cooperação técnica firmado em 2009 entre a Eletrobras, Eletronorte, Construções Camargo Corrêa e Electricité de France (EDF) para a execução da AAI e do EVTE; outro do modelo do Termo Aditivo para inclusão dos novos parceiros no acordo de cooperação técnica. A estimativa de custo global para a elaboração dos estudos, que consta do aditivo, é de R$107.907.000,00 (cento e sete milhões, novecentos e…

Falcatruas do setor elétrico

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"Para saber se um projeto [hidrelétrico] pode ter seus custos reduzidos, uma boa linha de investigação tem sido verificar se em sua elaboração foram usados os mesmos arranjos propostos nos inventários hidroelétricos. Isto porque estes estudos são menos detalhados e podem existir novas soluções de engenharia, mais baratas do que as que foram simplesmente copiadas do inventário e melhor detalhadas. Isso porque, como se sabe, o foco dos inventários [hidrelétricos] não é reduzir custos, mas permitir a divisão de quedas e o aproveitamento ótimo dos potenciais. Além disso, é comum seus orçamentos terem sido “inflados” para afastar o interesse de terceiros daquele rio e ao mesmo tempo, para tentar aproveitar boas condições do BNDES para reduzir o capital próprio. Ou ainda para aumentar o ganho sobre os investidores que entrassem depois como sócios no negócio." Ivo Pugnaloni[1]Telma Monteiro
O parágrafo acima chamou minha atenção no artigo de Ivo Pugnaloni, Concorrência entre eólicas…

Belo Monte, Teles Pires e Tapajós nas mãos da Abiape

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Telma Monteiro
Já deu para perceber que o governo brasileiro tem pressa. Pressa para implantar as usinas que ainda faltam para dar por finalizada a campanha de aproveitamento do chamado "potencial hidrelétrico" da Amazônia. Afinal, os lobbies da eólica e da solar já estão atrapalhando a estratégia das empreiteiras e da Abiape.
Abiape quer dizer Associação Brasileira de Investidores em Autoprodução de Energia. Nomão desse no setor elétrico só pode significar apropriação e privatização dos recursos naturais. Vamos então saber o que a Abiape tem a ver com Belo Monte, com o Complexo Teles Pires e com as usinas do Tapajós. Sim, os consórcios responsáveis pelas usinas em construção têm associados da Abiape e as que ainda não sairam do papel já estão na mira deles.
O clubinho fechado da Abiape conta com as maiores empresas dos ramos da mineração, alumínio, siderurgia, papel e celulose e cimento. Alcoa, Gerdau, Odebrecht, Vale, CSN, Arcelor Mittal, Camargo Corrêa, Votorantim e MPX são …

Manifesto indígena contra as hidrelétricas Teles Pires, São Manuel, Foz do Apiacás, Colíder e Chacorão

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Terra indígena Kayabi, 30 de novembro a 01 de dezembro de 2011
À Presidente da República, Exa. Sra. Dilma Rousseff; Ao Ministro de Minas e Energia Edison Lobão; Ao Ministro da Justiça José Eduardo Cardozo; À Ministra da Casa Civil Gleisi Helena Hoffman; À Ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira; À Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República; À Secretaria Geral da Presidência da República; Ao Ministro do Planejamento Guido Mantega; Ao Presidente da FUNAI Márcio Meira; À Empresa de Pesquisa Energética – EPE; A Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL; A Agência Nacional de Águas – ANA; Ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN; Ao IBAMA; A SEMA; Ao Ministério Público Federal; Ao Ministério Público do Estado de Mato Grosso; À Companhia Paranaense de Energia – COPEL; À Companhia Hidrelétrica Teles Pires/SA.
Manifesto Kayabi, Apiaká e Munduruku contra os Aproveitamentos Hidrelétricos no Rio Teles Pires
Nós povos indígenas Kayabi, Munduruku e Api…

Usinas do Madeira, Belo Monte e a caixa preta

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Telma Monteiro
Mais um ano está chegando ao fim. Dilma, pós Lula, assumiu a já esperada postura autoritária. Ela já dava sinais desde que foi ministra de Minas e Energia. Início do desastre, agora confirmação dele.
Em 1999, Furnas e Odebrecht fizeram a usina de Manso. Deu certo. Refiro-me à parceria. Ela serviu de base para o próximo empreendimento, o Complexo Madeira, em Rondônia. Uma das maiores empreiteiras do Brasil e a estatal mais blindada que já existiu idealizaram um megaprojeto. Barrar um dos principais afluentes do Amazonas parecia impossível. Não para eles.
Já em 2001, Lula se preparava para a campanha presidencial. Negociava com todos aqueles que poderiam, de uma forma ou de outra, viabilizar sua eleição. Cheguei a conhecer um influente empresário italiano e equipe que estavam no Brasil para conversar com a coordenação de campanha de Lula sobre Angra III. O próprio empresário me contou. Não acreditei. Ele voltou satisfeito para a Itália. Angra III sairia do papel, me disse. S…

Resistência aos crimes hidrelétricos na bacia do rio Tapajós

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Movimento em Defesa da Bacia do rio Tapajós - Tire as mãos de nós! Esse rio é nossa vida!
Cartilha Tapajós Vivo II - clique aqui para baixar a cartilha inteira em formato PDF


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MPF vai investigar contrato de crédito de carbono dos Munduruku com empresa irlandesa

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Telma Monteiro
O Ministério Público Federal (MPF) de Santarém, Pará, recebeu uma representação sobrea notícia de que indígenas da etnia Munduruku, por meio da Associação Pusssuru, firmaram um contrato com a empresa irlandesa especializada em compra e venda de créditos de carbono, Celestial Green Ventures. O contrato cujo objeto não ficou muito claro, diz respeito a créditos de carbono, em que a empresa repassará à comunidade indígena o valor de U$ 3.000,00 (três milhões de dólares) por ano, durante 30 (trinta) anos.
Será necessário, inicialmente, segundo o MPF, analisar o conteúdo do contrato celebrado a fim de verificar a existência de eventual irregularidade em prejuízo dos indígenas. Foi aberto um procedimento que terá também o objetivo de obter informações da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) sobre a transação. Diante dos acontecimentos e da necessidade de obter maiores informações, com fulcro nos §§ 1º e 2º do art. 4º da Resolução n.º 87 do CSMPF, o Procurador da República, Cláudi…

Tapajós: hidrelétrica São Luiz do Tapajós e a Comunidade Pimental